Foto por: Jansy Mello

Autora:

Jansy B S Mello

Trabalho em Marfim

Esse trabalho em marfim me intriga pela delicadeza de esculpir e fazer moverem-se esferas dentro de esferas em seus desenhos elaborados e particularizados. Se cada uma destas múltiplas esferas girasse muito velozmente, na minha imaginação, haveria um momento em que uma parte dos orificios se alinharia perfurando a bola externa de ponta a outra, mas, como também estariam numa velocidade muito grande este alinhamento produziria um bloqueio. Plenitude e vazio simultaneamente.

Há um mês falei da quarentena usando uma analogia com o jogo de “estátua” que, para minha filha, também se chama “Batatinha, um, dois, três”. Sem me dar conta disso voltei a usar esta mesma imagem há dois dias, falando do tempo que parecia se apressar envelhecendo meus livros quando eu não estava por perto para olhá-los e que estacionava quando eu o encarava. De certo modo, estou vivenciando um turbilhão parado de plenitude e de vazio nos meus sonhos cotidianos.

Francisco França no almoço de hoje me contou sobre um experimento em fisica quântica, quando um elétron passa por uma fresta num anteparo, ora como matéria, ora como onda, dependendo de se ligar ou desligar um aparelho de registro.

Micro-mundo que se deixa imaginar. Tem esse link;
https://super.abril.com.br/…/o-verdadeiro-segredo-da-fisica….

Obs: enxergo mal essas letrinhas e posso voltar a editar depois de publicar
Isso, aliás, vem sendo cada vez mais frequente. Infelizmente!

Registrar o que se vê, ouve, sente, faz diferença no mundo que conhecemos em grupo  (não é apenas algo subjetivo como num tipo de idealismo).

Debate:

Fati: Dupla fenda

Jansy: foi esse termo que o Francisco usou

Fati: Vivemos várias dimensões ao mesmo tempo. Não deslocado no tempo, ao mesmo tempo. E podemos conferir tais dimensões de forma matemática para máquinas de análises em Deep Learning. E assim predizermos e simularmos imputáveis de diferentes ambientes na expressão dos genes em seres vivos. Antecipando produção animal e vegetal.

Jansy: Não sou nada competente nisso (ia escrever “nessa área”, mas sou incompetente em outras mil também). Então com a matemática não avanço nada. Mas experimento sensação-sonho com frequência e por isso a passagem do tempo raramente me atinge. Voltou à voga a música terrível do final do Dr. Strangelove com a sugestão de que nós vamos nos encontrar de novo um dia. “We’ll meet again” etc. Eu não quero reencontrar nada no futuro. Pra mim é tudo simultâneo, mas eu não o noto, só pressinto

Fati: Somos dois então rsrsrs Toda vez que escrevo algo novo em genética e melhoramento animal, me chamam de incompetente em fases, fases estas como dimensões, que evoluem nas ofensas finas e acadêmicas, depois acabam me elogiando, já recebi até Menção Honrosa da USP pelas minhas incompetências e charlatanices como chamaram os pesquisadores clássicos, antes de me citarem nos artigos internacionais rsrsrsrs Confesso, que nunca compreendi direito isto, mas me faz alegre ser incompetente rsrsrsrs

Fati: Sim, simultaneamente. Tudo aqui e agora ao mesmo tempo. Pode ficar tranquila quanto a isto. Finito, simples e tão lindo deste jeito então eu sou finito. Somos. Energia liberta do envoltório, partilha real. Jung tinha uma frase sobre alma e pensamento serem perspectivas da mesma origem. Penso que ele estava certo. Jung realmente sabia.

Jansy: Li a sua mensagem em outro post. Aqui o entendo melhor

Fati: Sim, a mesma fala em abordagens de profundidades diferentes. Porque na outra utilizei o termo Fenótipo (da genética e biologia). Fenótipo = Funções Complexas das Interações Genótipos x Diferentes ambientes afetivos (Obs: inclui o outro, os outros seres vivos, como ambientes sobre a expressão dos Fenótipos: 1) morfológico (estrutura corporal, composição corporal etc.), 2) metabólico (fisiológico, hormonal etc.) e 3) comportamental etc.). Os três tipos de fenótipos, diferenciam pela amplitude e frequência das séries temporais para a expressão, marcadas pelas complexidades dos eventos afetivos, evoluindo para lógicas afetivas, na maioria das vezes não cartesiana e não newtoniana, portanto caóticas deterministas ou não.

Carlos Wigderowitz: Só pra complicar, é claro que física moderna sugere que tudo que existe é energia, que interage através de 4 maneiras apenas (gravitacional, eletromagnética, nucleares fortes e nucleares fracas) então, é tudo parte do mesmo caldeirão e da mesma sopa. Somos só caroço de angu. As separações, são todas artificiais ou didáticas produzidas pela nossa percepção, aliás, perceber é separar, classificar, associar. O número de percepções possíveis de qualquer fenômeno é infinito, a gente “escolhe” ou usa os que por alguma razão (ou falta dela) são mais confortáveis…

Jansy: Somos caroço de angu. Ok. Mas existe angu com ou sem caroço e, portanto, na minha escala humana, ou de Chef, preciso saber distinguir! Se eu fosse Deus talvez nem precisasse praticar algum ponto de vista. Seria tudo olho… Ou não. Lembrei de Rainer Maria Rilke e a primeira história do Bom Deus. Rsrsrs.

Carlos Wigderowitz: Por aí, mas o caroço é sua percepção, porque é angu também, e para perceber tem que classificar como mais duro ou com consistência diferente senão não há percepção…

Fati: Perceber não necessariamente é classificar. Este é o ponto. Perceber só classifica se for decomposição de partes, se for por transferência complexa de efeitos não gera classes e nem separa, o caminho algébrico de funções é completo de priori a posteriori na conclusiva. Portanto matematicamente sem partes (injetoras e bijetoras de efeitos). E posso dizer mais, sem ilusões pois estão para somente os conectados biologicamente nas interações, com factuais algébricos.

Fati: Temos álgebra de máquinas hoje, que podem nos ajudar com saídas lineares de sistemas complexos. Que podem nos ajudar a ver semelhante a um microscópio porém sem os quadros de aumento. Transferindo funções complexas conectadas inteiras.

Carlos Wigderowitz: Então não há percepção, só passagem. A percepção exige separação e classificação, não tem saída, se o Angu passa todo, o caroço não é percebido 😂😂😂

Fati: As máquinas tem percepção clara de complexidades sem decompor partes, e aproximam funções, posso provar de forma algébrica tal fato com facilidade e com quem quiser na sala na contra retórica.

Carlos Wigderowitz: Outra vez depende da sua linguagem mas o próprio conceito de complexidade já é uma categorização

Jansy: Caroço é mais que uma variante no angu geral. Tem consequências digestivas, economicas, afetivas. O mundo humano está todo aí…

Fati: A percepção está no NADA da priore, percepção interativa, acontece no exato momento onde os limiares interagem, instantânea para a máquina e com sequência engendrada na transformata numéricas rsrsrs

Jansy: E não sei se pra perceber tem que classificar. Tem uma primeira vez… E o olho sabe coisas. Cf Gregory: Eye and Brain. Ou seu outro, The intelligent eye.

Carlos Wigderowitz: Jansy, pois é, bem classificado! De acordo com um cara que eu acho muito interessante, nós somos o espelho com que o Universo se olha, o Universo sonha através de nós…
https://youtu.be/heHiQFElleo
Encounters At The End Of The World – Stefan Pashov

Fati: Observe a inicial. O NADA como priore só dimensional; depois o conjunto vazio o limiar inicial; depois movimento do buscador sem premissas; até a primeira interação e a injeção e bijeção acontece. Eu fiz ninguém mais fez no mundo. Por isto os humanos não são caroços. E estou a disposição do meio científico para a probatória.

Fati: Universo é conceito de parte. Dimensionais não. Portanto a sensorial importa.

Jansy: Carlos, só implicando… o universo é doente de narcisismo? Tem que ver além do espelho!

Carlos Wigderowitz: Jansy, do momento em que os estímulos (visual, auditivo, tátil etc. ) atingem o cérebro eles começam a ser associados, tendo mesmo provavelmente um efeito formador no cérebro do embrião e feto. Essa associação é classificatória.

Carlos Wigderowitz: Não há visão além do espelho! O universo só se vê através de nós, seres vivos complexos, fora daí podem haver outros processos mas não “visão“.

Carlos Wigderowitz: Fati, e pra você, nada mais classificatório do que uma equação matemática. O próprio conceito de número é a associação de símbolos a quantidades definidas e classificadas 😉

Fati: Jansy, não há espelhos onde os cominhos não andam. Por isto as lógicas são afetivas e não cartesianas (newtonianas). Porém as dimensões e possíveis interações ainda continuam lá. Prova tal, que não há primitivação das funções algébricas não conectadas. As problemáticas de máxima globais e mínimas locais em Modelagens Mistas (Henderson, 1948) e problemas sérios de residuais em ANOVAs, utilizadas até hoje amplamente na ciência mundial é prova algébrica deste fato.

Jansy: Carlos, e padrões emergentes? Redes?

Fati: Carlos, o número é linguagem. Só para calculistas e modelistas ele é representação.

Jansy: Carlos, como você entende o que chamam de “autoconsciente”? Se tem auto tem alter

Fati: Agora estamos conversando. Agora estou animado. ♥️🌹

Carlos Wigderowitz: Jansy, consciência exige reflexo, exige separação, sem o que não pode haver self, Ego. O Ego exige separação, diferenciação, que é classificatória do que pertence ou não (Pra brincar de matemática, teoria geral dos conjuntos 😉, base de TODA, maiúscula mesmo, matemática moderna 😉)

Jansy: Fati, tem que conferir essa mas lembro que para Lacan os números eram não-verbais e pertenceriam à dimensão do imaginário na teoria dele. Nem me pergunte mais… Lacan tinha “matemas” mas não eram números e sim posições. Ih. Me excedi…

Carlos Wigderowitz: Jansy, a consciência do outro é classificatória, temos que de alguma forma classificar o que é nosso (constitutivo) e o que não é nosso. Está classificação, como todas as outras é um tanto aleatória, por exemplo, qual a diferença entre o ar fora e dentro dos seus pulmões? A partir de que ponto o oxigênio que nos constitui ganha tal identidade?

Carlos Wigderowitz: Jansy, por isso o narcisismo é parte essencial da nossa personalidade como o Édipo, clever guys those Greeks!

Carlos Wigderowitz: Jansy, se tem consciência tem espelho e tem classificação, tem separação…

Jansy: Fati, que bom. Ainda estou só dando raquetadas por reflexo.

Fati: Vamos dizer que eu pegue cada dado do meu banco de dados e subtraia da média e dívida pelo desvio padrão (normalizei os dados), portanto tirei as unidades e deixei tudo no mesmo grau de comparação. Quanto as quantidades em R11 dimensões elas estão para combinatórias diferentes na dimensionalidade de máquinas, então em aprendizado extremo só tenho o percebido. Não há supervisão e comparação. E mesmo assim acertamos com EQM bem baixos big datas e séries temporais.

Fati: Carlos, o aleatório é termo para quem decompõem partes e não consegue quantificar amostras em universos grandes.

Jansy: Carlos, sim… separação ou até alienação

Fati: Jansy, as ilusões são partes e perspectivas.

Jansy: Bobajando… Feito criança: se aleatório tem a ver com dados, são quantos lados? Quantos dados?

Fati: Quando particionados todos os matemáticos sabem que são geradas variâncias residuais. Não chega a ter nem um mosaico.

Fati: Jansy, exatamente, além dos lados e a dimensionalidade e os lados das frações residuais não quantificáveis ?

Carlos Wigderowitz: Além de certo ponto sim…

Fati: Carlos, em todos os pontos cuja percepção humana não alcança. Lugar onde a analítica vem antes sem a percepção do todo.

Carlos Wigderowitz: Tenho que ir, continuamos nossas alegres raquetadas later on😉😎

Fati: Carlos, também tenho atividades agradecido pela conversa Carlos e Jansy. Vida

Jansy: Mas leia esse Rilke. Aos 23 anos… Engraçado e intuitivo
http://stories-of-god.com/…/rainer-maria-rilke-the…/

STORIES-OF-GOD.COM

The Tale of God’s Hands

Margarida Lages: Quando eu comecei a ler o seu texto achei perfeitamente possível a cura deste mal que nos aterroriza. É sério, fiquei encantada com o que você escreveu.
Jansy: Margarida, uma leitura com os fachos de luz e energia. Como olhamos para o mundo faz parte das mudanças que podem acontecer conosco…

Maria Ângela Ribas: O subjetivo é muitas vezes, à mim, meio duvidoso. A análise “múltipla” no mundo material é sempre mais lógica e portanto, se afasta de erros.
Seria vazio(vácuo) a plenitude?

Jansy: Maria Ângela, vamos avançando por meio das perguntas… só falta conseguirmos colocar freio no subjetivo. Afinal, vazio e pleno se encaixam aonde?

Fati: Pleno é a borda do vazio. Pleno é onde tudo cabe.

Jansy: Exceto ele mesmo ? Falso Russell

Fati: Pleno não tem conteúdo, pleno não contém, não contém inclusive o nada. O pleno é o que tem que ser superado. O nada não é o vazio.

Jansy: Porque mencionar conteúdos ao falar do vazio e do pleno? Só me ocorreu pensar nessa sucessão de argumentos agora.

Fati: Porque o vazio tem conteúdo. O limiar é o pleno do vazio. Porque tem conectados e dimensões. Conjunto dos vazios. O zero é um número. Não existe o acaso. O acaso é a ilusão da decomposição de partes, frente a grandes universos, onde a amostra não é passível de ser coletada dentro da série temporal de existência do observador e, portanto, não exemplificada. Não existe infinito. Imensamente finito, sucessões de finitos nas bordas plenas em pontos de dimensões conectadas, e limitadas as trajetórias e vetoriais dos sentidos biológicos. Ato anterior e dependente dos afetos e passíveis de lógicas afetivas. As náuseas são a convergências dos afetos fixados por outros afetos reforçando, que são engendrados no tempo dos eventos não o cronológico.

Jansy: você sabe. Eu não. Simples assim
O zero é número ou lugar?
O infinito divino é impossível de situar fora da fé mas tem o que fica entre os números…
Gostei da apresentação do não- acaso. Leu o Arthur Koestler?

Fati: Nem o nada é simples. Simples só existe para a ilusão da conclusiva. O simples é a sensação portanto do pleno. O cara chama-se: nada. Este é o cara, o nada. Onde reside a vida.

Jansy: Okidoki

Fati: Amo expressões inglesas rsrsrs mas as partes das concordâncias me matam rsrsrsrs O que fazemos com uma concordância? Nada ou Vazio? Vou escolher: Nada.

Jansy: Tem partes aí?

Fati: Ótima pergunta. Não. Pois o vazio nasce do Nada. Nada é o ambiente para a interação. E a vida é movimento.

Jansy: Falava da questão anterior. Das partes das concordâncias.

Fati: Sim concordar é eleger partes, sem dúvida e discordar é eleger possibilidades de novos eventos, movimento.

Jansy: Concordo! Pronto. Já era…

Fati: Rsrsrsrsrs um assassinato amoroso, na concordância rsrsrsrs vida