Autora:

Jansy B S Mello

Woolf and Pandemia — texto extraído do artigo de Elizabeth Winkler

Elizabeth Winkler, no Times Literary Suplement desta semana, escreve:

Virginia Woolf buscava uma literatura que capturasse o que era experimentar a vida olhando através da vidraça borrada de um corpo infectado.
Na doença, como no amor, o mundo muda sua forma.
Ao mesmo tempo, se começa a habitar um mundo alternativo, isolado do mundo comum de janelas rosadas como é o daqueles que tem saúde.

“Deixamos de ser soldados no exército dos fortes; nós nos tornamos desertores… Eles marcham para a batalha. Nós boiamos junto aos gravetos no riacho;
saltitamos com as folhas mortas no relvado, irresponsáveis, desinteressados mas capazes, talvez pela primeira vez nos últimos anos,
a olharmos em volta, a olharmos para o alto, por exemplo, a olharmos para o céu”.

Clarissa, uma sobrevivente da pandemia, está entre dois mundos – ela é uma desertora que depois retornará ao exército dos fortes.

O vírus da influenza afeta o sistema nervoso, causa delírios, depressão ou leva ao suicídio. Assim também, as epifanias delirantes do personagem Septimus, em Mrs Dallowsy, espelham as visões místicas da turma dos que integram os desertores para Woolf.

trecho: (meu parágrafo favorito fica pra depois)

Parte III TLS may 2020.
WOOLF and PANDEMIA.
texto extraído do artigo de Elizabeth Winkler

Autora: Jansy B S Mello