Cartoon PEANUTS, Charles M. Schulz

Autora:

Jansy B S Mello

Humanidade

Cada vez que me deparo com este cartoon dos PEANUTS surge uma série de associações que se repetem, mas as experiências vividas ainda conseguem vencer a cadeia da sua repetição.

Uma vez, num artigo simples, defendi que os psicanalistas em sua atividade amariam as pessoas, acima de qualquer agrupamento generalizante. Muitas outras vezes acreditei que isolar minha reação ante cada indivíduo, dos afetos decorrentes da abstração “humanidade”, não fazia sentido.

Atualmente tenho que lutar contra o impulso pueril de fazer feito o Linus e me descomprometer das pessoas, tão chatas e desapontantes, como as que surgem de fora do meu mundinho confortável pelo FB, e me aferrar nas abstrações que me abraçam num espaço idealizado.

Não dá para “love the people” sem o “love mankind”. Não é apenas o modo “paternalista” de se sentir indo em defesa de gente como a gente e de gente diferente da gente (desde que sejam mais fracos ou desprotegidos)…

Pois, se há os mais fracos que merecem nossa ajuda, obviamente existem os mais fortes, que precisamos conhecer melhor e parar de temer. Que ridículo eu me esquecer que os “estranhos”, “bárbaros” ou “estrangeiros”, nas suas diferenças do que sou e da sociedade a qual pertenço, poderão tanto ser mais fracos quanto mais fortes. Chamar esses últimos de “monstros” ou de “desumanos” não os expulsa da humanidade.

Como o reconheceu Tom Leher numa pausa da sua canção: “But I digress” …

FORA BOLSONARO.
Pronto

Autora: Jansy B S Mello